SISTEMA REPRODUTOR FEMININO – RECURSOS DIDÁTICOS

Este material didático tem a finalidade de contribuir com a aprendizagem em Ciências e Biologia. Não é uma construção finalizada.  Antes disso,  é um processo sujeito à mudanças para atender melhor  a comunidade alvo. Neste sentido a participação dos usuários com sugestões para melhoria desse trabalho são essenciais. Portanto, a sua contribuição é desejável e bem-vinda

Contatos

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Tatiane Sanches,  Isadora de Lourdes Signorini Souza, Ruth Janice Guse Schadeck. Este material pode ser utilizado de acordo com a licença  Creative Commons  CC BY-NC-SA 3.0 BR

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Materiais Didáticos Virtuais

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Este tópico  tem por objetivo compartilhar recursos   em Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) disponíveis na internet  sobre o conteúdo “Sistema Reprodutor Feminino”. Faz parte de uma monografia de conclusão de curso desenvolvida pela pibidiana  Tatiane Sanches e pela ex-pibidiana   Isadora de Lourdes Signorini Souza.    Destina-se, a princípio, para professores, mas pode ser utilizado  por qualquer indivíduo.  O material está  disponibilizado através de tabelas com descrições e links que direcionam a suas respectivas páginas. Como referencial teórico para a discussão foi utilizado a teoria da aprendizagem significativa de Ausubel. Para acessar as diferentes categorias de materiais basta clicar sobre os links abaixo.

Modelos didáticos virtuais 3D

Recursos gráficos computacionais facilitam a representação mental de modelos complexos encontrados na natureza (McCLEAN, 2005; Hoffler & Leutner, 2007). Como no caso de estruturas anatômicas humanas, como o sistema reprodutor feminino, que nem sempre pode ser visualizado. Modelos tridimensionais ajudam a compreender a forma e a localização espacial dessas estruturas, através do forte apelo visual, o que pode ajudar no aprendizado. Os sites descritos na tabela abaixo traz um site com um modelo anatômico do sistema reprodutor feminino em 3D.

 

MODELOS DIDÁTICOS VIRTUAIS 3D
 FONTE: DESCRIÇÃO DO MATERIAL:
1 – Site: Atividades Educativas

Consórcio cederj, Fundação CECIERJ.

Clique aqui para acessar a página.

Animação 3D sobre os órgãos internos do sistema reprodutor feminino. Ao passar o mouse sobre o nome da estrutura ela é evidenciada mudando de tonalidade. Não há explicação sobre as estruturas. A animação pode ser rotacionada, permitindo ter uma ideia de sua conformação dimensional dentro do corpo.

 

O uso da tecnologia a favor da educação através de animações ou modelos em três dimensões pode auxiliar o aluno a compreender a complexidade dos sistemas vivos, despertando o interesse pelo conteúdo estudado (CARDOSO et al, 2010).    Nesse aspecto as TICs adquirem grande relevância ao se trabalhar o sistema reprodutor, pois ajudam os adolescentes a compreenderem seu corpo, de forma dinâmica e interativa. Além disso, auxiliam os jovens a entender melhor as mudanças anatômicas que ocorrem na puberdade, os processos fisiológicos, psicológicos e sociais envolvendo essas mudanças. A animação 3D evidenciada na Tabela acima mostra as estruturas do sistema reprodutor feminino de forma tridimensional, que podem ser rotacionadas. Assim, o estudante pode interagir com o objeto de estudo de forma dinâmica e na medida de suas necessidades, colocando-se no centro do processo. Além disso, despertar a curiosidade e o interesse do aluno e permite que erros conceituais sejam corrigidos.

Porém deve-se tomar cuidado, pois materiais que não levam a questões problematizadoras ou reflexivas podem conduzir a uma aprendizagem mecânica ou memorística, o que segundo Tavares (2004) se contrapõe a aprendizagem significativa. Porém o autor expõe que para Ausubel a aprendizagem mecânica é efetiva e deve ser usada quando o indivíduo não possui ideias âncoras em estrutura cognitiva, que o ajude relacionar conhecimentos prévios a nova informação. Portanto cada material tem sua finalidade e objetivo e cabe ao professor criar um ambiente de aprendizagem no qual se agreguem vários tipos diferente de recursos que contemplem a múltipla face educacional, levando a contextualização , a problematização e a ancoragem em conhecimentos prévios e ao verdadeiro conhecimento.

 

Jogos digitais, animações e caça-palavras

Atividades lúdicas como os jogos possuem uma linguagem e abordagem multidimensional que ajuda a agregar valores sociais, emocionais, culturais, políticos, psicomotor e cognitivo, inter-relacionando conhecimentos específicos, ao mesmo tempo em que exercita a criatividade e o senso crítico de forma prazerosa e descontraída, facilitando a compreensão dos conceitos envolvidos. Além de possibilitam espaço para discussões e de intensificar a construção e exploração do conhecimento (LEGEY, 2012).

Os sites descritos na Tabela 2 trazem jogos digitais sobre o sistema reprodutor feminino. Com diferentes níveis de complexidades, materiais como os jogos 1 e 2 são amplamente visuais estimulando os sentidos e instigando a curiosidade. Já o material 3 e 4 são recursos mais simples que incluem jogos de caça palavra e gerador de palavras cruzadas respectivamente.

JOGOS DIGITAIS, ANIMAÇÕES E CAÇA – PALAVRAS
FONTE: DESCRIÇÃO DO MATERIAL:
1. Site: Teca CRV

Consórcio cederj / Fundação CECIERJ.

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O site possui diversos materiais específicos que abordam a temática do sistema reprodutor feminino. Traz animações também em 3D e atividades interativas para a apreensão de conceitos sobre fertilização, clivagem, nidação, ovogênese e ciclo ovariano.

2 – Site:Recursos CMCMC

Autor: Carlos Magalhães Costa

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O site possui vários jogos sobre o sistema reprodutor humano feminino e  masculino, abordando questões anatômicas, fisiológicas e também relacionadas à sexualidade. Traz atividades de distintas complexidades. O site também disponibiliza aulas em Power Point, vídeos e imagens em PDF.
 3 – Site: EU SEI – CC TIC da ESE de Santarém.

Autores: Lídia Maria Gonçalves dos Santos Micaela dos Santos Luís

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Jogo de palavra cruzada denominado “Estudo do Meio – 1 – À descoberta de Si Mesmo”, sobre o sistema reprodutor humano. O jogo feito para alunos do ensino fundamental traz questões simples sobre o sistema reprodutor feminino e masculino. As respostas devem ser colocadas nos lugares apropriados seguindo as dicas disponíveis nos retângulos laterais.
 4 – Site: Educolorir

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Nesse site há as opções de geradores de palavras cruzadas e caça palavras, que produzem os jogos com as perguntas e respostas escolhida pelo professor. O professor também pode manipular a complexidade da atividade alterando a quantidade de itens a serem resolvidos. Após montado o material pode ser salvo em PDF e impresso.

Haguenaueret et al, (2007) apud Scherer & Silva Miranda (2013) argumentam que jogos online aumentam o campo de informações auxiliando na compreensão e exploração de novos conceitos, pois o computador amplia a representação da realidade. Dessa forma possibilita novos enfoques educacionais, que acentuam três características básicas, a fantasia, a curiosidade e o desafio.

O site 1 traz animações 3D com explicações sobre a fertilização, a clivagem, a nidação, a ovogenese e o ciclo ovariano, com forte apelo visual, abordados de maneiras anatômicas e fisiológicas e com exercícios de fixação do conteúdo, também em 3D, para alunos do ensino médio. O material instiga a curiosidade e estimula ao raciocínio ao ter que entender a lógica para resolver os exercícios. O material 2 é um site extremamente rico com vários jogos, aulas em power point e PDF, vídeos e animações sobre todo s sistema reprodutor, com diferentes níveis de complexidade podendo atender a públicos de várias faixa etária. O material aborda não só a anatomia e a fisiologia, mas questões relacionadas à sexualidade, ao corpo, gênero e saúde. Trazendo também questões reflexivas, problematizadoras e contextualizadas com a vida dos jovens.

Pelizzari et al., (2002) postula que, para que haja aprendizagem significativa, são necessários alguns fatores como disposição para aprender, por parte do estudante, e relevância do conteúdo ensinado para sua vida.  Segundo Scherer & Silva Miranda (2013) os jogos ajudam a ativar estruturas cognitivas do cérebro, auxiliando no desenvolvimento de novas habilidades como observação, comparação, classificação, além de ampliar a criatividade e sociabilidade uma vez que os jogos podem contribuir para ensinar o individuo deste cedo a conviver com regras e limitações. Nesse sentido os materiais 1 e o 2 contemplam diferentes aspectos relativos a aprendizagem significativa que podem ser trabalhados  pelos professores.

O material 3 e o 4 representam jogos de caça palavras sobre o sistema reprodutor e um gerador de palavras cruzadas respectivamente. Segundo Silva et al. (2012) esses recursos representam boas estratégia por possibilitar um aprofundamento na matéria e estimular a lógica e o raciocínio. Reis (2014) afirma ainda, que esse tipo de atividade pode servir como um retorno para o professor, pois assim ele poderá ver se o que foi abordado do tema foi assimilado pelos alunos. O jogo 3, de caráter bem simples, aborda questões anatômicas, sendo adequado para o ensino fundamental. Já o gerador de jogos representado pelo material 4 permite com que o professor trabalhe com os conceitos e complexidade que ele preferir, podendo contribuir para uma aprendizagem significativa se bem aplicado e adequado as necessidades dos alunos e do ambiente escolar.

 

Vídeos, documentários e filmes

Com a popularização da internet e de páginas como a do YouTube houve um grande incentivo para a produção e divulgação de vídeos de caráter informativo e educacionais como os apresentados na tabela abaixo sobre diferentes aspectos do sistema reprodutor feminino.

VÍDEOS, DOCUMENTÁRIOS E FILMES
FONTE: DESCRIÇÃO DO MATERIAL:
​ 1 – “Passo a passo da gravidez por dentro”.

Autor: Nanci Jerônimo

Patrocínio do site:Baby center

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Possui duração de aproximadamente 13 minutos, com imagens tridimensionais, sons e explicações em português sobre as principais mudanças e acontecimentos que ocorrem em cada semana da gestação. Possui uma linguagem simples e objetiva.
2 – “Gravidez mês a mês”.

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Aborda as mudanças que ocorrem durante a gestação, de forma simples e explicativa. Rica em recursos áudio visual.
3 – “O Ciclo Menstrual”

Autor: Ana Luiza Pilatti

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Aborda a temática do ciclo menstrual de maneira simples e clara, com imagens tridimensionais e harmônicas. Traz questões anatômicas e fisiológicas envolvendo o processo da menstruação.
 4 – “O Ciclo Menstrual”

Autor: Biomedicina SP

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O vídeo publicado pelo curso de Biomedicina de São Paulo tem duração de aproximadamente três minutos e mostra as etapas do ciclo menstrual com imagens tridimensionais, fundo musical e breves explicações em uma abordagem anatômica e fisiológica.

 5 – “(FELº) – Processo da menstruação – Ciclo Menstrual”

Autor: Caroline Fel

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O vídeo aborda o ciclo menstrual com explicações e animações referentes ao tema, de maneira descontraída de fácil entendimento. Possui os aspectos anatômicos e fisiológicos da menstruação.
6 – Meiose do ovócito em camundongo do Site UNSW de Embriologia.

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O vídeo é do site  UNSW Embryology de autoria do Dr. Mark Hill, é uma página online educativa em inglês. Esse vídeo mostra a meiose do ovócito em camundongo.
 

7- “Fertilization cone”

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O vídeo tem duração aproximada de 30 segundos, é publicado pelo Gendered Innovations. É um vídeo real que mostra o encontro entre o gameta masculino com o gameta feminino e posteriormente as clivagens.

Os vídeos pertencem à classe de recursos lúdicos, que se utilizado com coerência, dentro de um contexto correto, prendem a atenção, trazendo a curiosidade e o interesse dos estudantes propiciando a aquisição do conhecimento proposto e da concentração (SANTOS & SILVA, 2011).

Os materiais 1 e 2 são vídeos curtos que trazem os principais acontecimentos envolvendo as etapas da gestação. O primeiro traz imagens tridimensionais e o segundo imagens mais simples, porém ambos trazem explicações em linguagem fácil de serem entendidas. Já os materiais 3, 4 e 5 são vídeos que abordam o ciclo menstrual, possuem animações também em três dimensões com fundos musicais e explicações. Esses materiais trazem uma abordagem mais anatômica e fisiológica do processo, não falando muito sobre a questão da sexualidade, porém são bem contextualizados uma vez que trazem de forma clara os acontecimentos envolvendo o corpo feminino. São materiais que instigam a curiosidade e ao final sugerem a visualização de outros vídeos, recurso comum do site You Tube. Beerman (1996), afirma que artefatos digitais juntos com imagens, vídeos, textos, animações, sons, entre outros, são ricos em recursos visuais, e podem ser abordados de forma ilustrativa e animada promovendo a interação entre estudantes e o conteúdo e facilitando a compreensão de temas complexos, o que desperta sua curiosidade e a busca pelo saber, favorecendo a aprendizagem em ciências e biologia. Na mesma linha Pietrocola (2004) afirma que os vídeos, de uma maneira geral, trabalham com a imaginação, com a criatividade e com a curiosidade, o que são características diferenciais no processo de aprendizagem cientifica. Os vídeos, expostos na tabela acima, podem contribuir para uma aprendizagem significativa. Porém Ferreira (2007) adverte que recursos áudio visuais para serem eficientes no aprendizado devem ser usados de forma criteriosa com temas e linguagem relevantes, representativas, e adequadas ao nível intelectual de seus alunos, complementando e ilustrando o conteúdo como um material auxiliar. Sendo um erro ao ser trabalhado, por exemplo, de forma a substituir uma aula teórica.  Isso, certamente, diminui o valor significativo deste poderoso recurso.

O material 6 e 7 abordam a meiose de um ovócito de camundongo e o encontro dos gametas femininos e masculinos de humanos, respectivamente. Ambos são vídeos reais mostrando esses eventos.

 

Páginas web e blogs

As páginas web e os blogs em geral permitem ao usuário liberdade para navegar, sendo um recurso que se destaca positivamente na educação se usado de forma coerente e contextualizada. A tabela abaixo lista alguns exemplos de blogs e outras páginas webs, com imagens e sugestões de ideias que podem ser usadas para o ensino do conteúdo do sistema reprodutor humano.

BLOGS e OUTRAS PÁGINAS WEB
FONTE: DESCRIÇÃO DO MATERIAL:
1 – Página: How to build a human

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A página conta com uma animação sobre as fases do desenvolvimento humano desde a fecundação até o nascimento. Indica os principais acontecimentos que ocorrem em cada uma das etapas, assim como a diferenciação entre os folhetos embrionários. O site é em inglês e possui uma linguagem visual bem expressiva.
2 – Site: Portal do Professor

Ministério da Educação.

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O site Portal do Professor é um ambiente com recursos educacionais, disponibilizado pelo Ministério da Educação. Possui disponível vários planos de aulas, sugestões de cursos, multimídias, entre outros recursos produzidos por professores de diferentes regiões do Brasil.

Acessando o link <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/buscarAulas.html?busca=sistema+reprodutor+&x=0&y=0&tipopesquisa=1&modalidade=&componente=&tema=&uf=&ordem=0&ba=false#resultado> é possível encontrar sugestões de aulas, para todo o ensino básico, sobre o sistema reprodutor feminino, com as mais variadas abordagens e acessando o link <http://portaldoprofessor.mec.gov.br/buscaGeral.html?q=sexualidade> você navega por uma página com sugestões de aulas voltadas para a sexualidade, para turmas em diferentes níveis.

 

3 – Site: Só Biológia

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Portal educacional que contém vários conteúdos de biologia, voltados para estudantes do ensino médio. Conta com sessões de entretenimento possui jogos didáticos, glossário, um portal para o professor, explicações ilustradas, entre outros. A sessão de conteúdos sobre o sistema reprodutor humano feminino pode ser acessada através do link

4 – Site: Melhor Biológia

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A página do blog que trata sobre a reprodução humana traz aspectos referente ao sistema reprodutor feminino como anatomia externa e interna, ciclo menstrual e ovulogênese. O site também fala sobre o sistema reprodutor masculino e trazem informações sobre a fecundação, diversos tipos de métodos contraceptivos e doenças sexualmente transmissíveis, explicando-os de maneira simples, rico em recursos visuais como imagens didáticas, histórias em quadrinhos e cartilhas explicativas.

5 – Site: Blog Profa Neusa com Educação em destaque, no ensinar e aprender com as TICs

Autor: Neusa Maria

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O blog traz 14 opções de atividades sobre o sistema reprodutor humano feminino e masculino. Atividades essas voltadas para alunos do ensino fundamental, abordam temas como a anatomia, mudanças que ocorrem na puberdade, ciclo menstrual, fecundação, desenvolvimento do embrião no útero, perigo, sintomas e prevenção do HIV. Os recursos são simples e contam com atividades de colorir, ligar colunas, palavras cruzadas, entre outros.
6 – Site do Centro de Endometriose de São Paulo

 

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O site do Centro de Endometriose de São Paulo, traz como principal assunto informações relacionadas a essa doença. Informações essas como; o que é a doença, histórico, anatomia feminina, causas, sintomas, localização, fatores de riscos, como diagnosticar, questões referentes a menopausa, infertilidade, epidemiologia e tratamento. O site é de fácil navegação, possui os principais tópicos relacionados ao tema logo no início com imagens.
 

7. Site SOGESP – Canal Saúde Mulher.

 

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 O Canal Saúde Mulher / Guia de Saúde & Bem Estar, disponibilizado pela Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP), traz informações sobre a doença  dos Ovários Policísticos esclarecendo sobre o que é a doença e qual a sua origem, suas principais causas e sintomas, prevenções, diagnóstico e tratamentos.

 

 

8 – Site UNSW Embryology

 

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 O site UNSW Embryology de autoria do Dr. Mark Hill, é uma página online educativa em inglês, que traz uma série de informações, imagens, vídeos e outros recursos abordando diferentes aspectos envolvendo a embriologia humana. O site possui várias opções de navegação, como por exemplo, um glossário com os principais termos usados na embriologia.
 

9 – Site DST, AIDS e HEPATITES VIRAIS

 

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 A página online do Departamento de DST, AIDS e HEPATITES VIRAIS, faz parte do Portal Brasil, do governo federal é um canal de comunicação com o Ministério da Saúde que aborda diversos aspectos relevantes sobre  algumas DSTs. Ela possui uma série de menus com opções claras que encaminham a informações e esclarecimentos sobre o que são as doenças, sintomas, tratamentos, prevenção, formas de contágio, histórias e casos dessas doenças, assim como outras informações de interesse não só para professores e estudantes, mas também para a população em geral.

 

 

10 – Portal Brasil Saúde – Métodos Anticoncepcionais

 

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 Esse site, também do Portal Brasil do governo federal, discorre sobre o funcionamento de oito diferentes tipos de métodos anticoncepcionais, explicando-os de maneira que vise o planejamento familiar. Esses métodos são: Pílula oral, anticoncepcional injetável mensal, dispositivo intrauterino (DIU), diafragma, anéis medidores, preservativos feminino e masculino, pílula anticoncepcional de emergência (pílula do dia seguinte), minipílula e injeção trimestral e métodos definitivos que inclui a laqueadura e a vasectomia.

As páginas webs e os blogs que surgiram no final dos anos 90 são em grande parte diários on-line abertos que pode ter participação coletiva, no qual podem ser publicados diversos tipos de textos (SILVA 2010), inclusive textos de caráter pedagógico e didático, portanto podem ser considerados ricos recursos educacionais. A Tabela 4acima traz páginas web e blogs que retratam o ensino do conteúdo curricular sistema reprodutor, usando diferentes estratégias e abordagens.

O material 1 é uma página web estrangeira que traz uma animação sobre o desenvolvimento humano desde a fecundação até o nascimento, possui forte apelo visual e uma linha sequencial de acontecimentos. De caráter mais anatômico não aborda aspectos relacionado à sexualidade, não traz questões problematizadoras, reflexivas, e nem contextualização com o cotidiano dos jovens. Porém se usado de maneira adequada pelo professor pode ser uma material complementar que chama a atenção e pode despertar a curiosidade e o interesse dos estudantes em saber mais sobre o assunto, devido o forte dinamismo, portanto pode contribuir para uma aprendizagem significativa do conteúdo. Mesmo sendo em inglês, sua linguagem e recursos visuais já se mostra bastante explicativos, porém é interessante que para seu uso mais aprofundado o professor possa explicar cada etapa observada, utilizando o material apenas como apoio para as aulas. O material 8 seguindo essa mesma linha, também é uma página em inglês que traz importantes informações sobre embriologia.

O material 2 traz planos de aulas sobre o sistema reprodutor feminino e sexualidade elaborados por educadores de diferentes regiões do Brasil. Como o próprio site coloca, a página Portal do Professor é um ambiente com recursos educacionais, disponibilizado pelo Ministério da Educação. É um espaço que permite a troca de experiência entre professores do ensino médio e fundamental e possuem disponíveis vários planos de aulas, sugestões de cursos, multimídias, entre outras estratégias e recursos. Entre os planos de aulas encontrados pode-se perceber a integração entre aspectos anatômicos, fisiológico, relativos à  sexualidade e  à sociedade, com questões reflexivas e problematizadoras, planos que fazem conexão com o cotidiano e realidade do aluno, instigando a curiosidade e o interesse, com sugestões de sites, outros recursos, leituras complementares, aparentando ser um site completo.

O material 3 também é um portal educacional, porém voltado para alunos de ensino médio e também traz o conteúdo referente ao  sistema reprodutor sob diferentes abordagens, incluindo anatômica, fisiológica, questões referente a sexualidade, atividades, reflexivas e problematizadoras, ligadas ao cotidiano do aluno. Já o material 4 é um blog que também contempla esses aspectos e, além dos assuntos tratados,  traz sugestões e ideias de atividades como a construção de histórias em quadrinho. As páginas do blog disponibilizam espaços para que os usuários escrevam comentários onde o leitor pode dialogar e discutir com o autor e vice-versa sendo assim um tipo de recurso que  incentiva a interação entre os usuários (PONTES 2011).  Os blogs dão este espaço, propiciando tratar os assuntos com maior liberdade, relacionando o conteúdo ao cotidiano, uma vez que o estudante posse se tornar agente ativo na criação e manutenção dos mesmos, porém é fundamental o acompanhamento e supervisão do professor. Os blogs podem despertar grande interesse nos alunos e atuar como subsunçores onde as ideias prévias se somam as novas, modificando o conhecimento e ampliando a estrutura cognitiva conforme preconiza a teoria da aprendizagem significativa (CABRERA, 2007). Consequentemente, os conhecimentos sobre o próprio corpo poderá ser retomados pelos adolescentes sempre que necessários.

O material 5 é um  blog com exercícios voltados para o ensino fundamental e traz sugestões de atividades descontraídas relacionadas a anatomia, sexualidade, fazendo link com doenças, prevenções ligadas ao cotidiano aparentando ser um bom instrumento para o ensino desses sistema nas séries iniciais. Ao trazer atividade de colorir, possui apelo visual e mexe com as sensações motoras e psicológicas das crianças, pois conforme evidencia o site dica.info, atividades como colorir ajudam a desenvolver capacidades cognitivas e sociais relacionada a expressão pessoal, identificação de cores, aperfeiçoamento das capacidades motoras e de coordenação, além de estimular a curiosidade e a criatividade e agir como uma forma de terapia.

As páginas onlines 6, 7, e 9 da tabela acima, abordam as diferentes doenças que podem acometer o sistema reprodutor feminino, como a endometriose, a síndrome do ovário policístico e DSTs, como a AIDS e a Hepatite. Esses sites são canais de comunicações como o Ministério da Saúde que tem por objetivo informar e esclarecer dúvidas da população como um todo. Porém é importante ressaltar que as informações dos sites não devem ser substituídas pela orientação médica. Por fim o material 10 também relacionado ao ministério da saúde descreve alguns métodos anticoncepcionais.

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Materiais Didáticos Concretos 

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Nesta secção estão listados e analisados recursos e metodologias não virtuais, do mundo concreto. Estes recursos possibilitam a apreensão das formas e dos fenômenos través do sistema sensorial  e com muitos elementos lúdicos.

Modelagem e uso de modelos anatômicos

Modelagem e o uso de modelos anatômicos

Estes recursos devem ser trabalhados com cuidado e atenção, como uma forma de complementar as aulas, não devendo substituí-las. Porém podem ser feitas com materiais simples e estimulam a criatividade e capacidade sensorial. Segue na tabela abaixo exemplos do uso de modelos anatômicos e modelagens para trabalhar o tema em questão.

MODELAGEM E O USO DE MODELOS ANATÔMICOS
 FONTE: DESCRIÇÃO DO MATERIAL:
1 – FONTE: AGUIAR, 2014.

Autora: Mirela Santos Aguiar.

Material de um Trabalho de conclusão de curso intitulado:

“Produção de um material didático de apoio ao professor de biologia sobre o tema sexualidade”,

Universidade do Vale do Paraíba, São Paulo.

Modelo anatômico de pelve, feita de isopor: A ideia da autora foi a construção de modelos anatômicos de pelves humana masculina e feminina, tendo como público alvo alunos entre 16 e 17 anos, do 2º ano do ensino médio de escolas públicas. Os materiais usados, assim como as etapas, produto final e resultados obtidos está descrito ao longo do projeto, aonde ela da ideias e sugestões de como se trabalhar com o modelo. A partir da página 34, há um manual contendo de forma resumida todas as etapas para quem quiser reproduzir o material.
2 – FONTE: PINHO & OLIVEIRA, 2008.

.Autores: Selma M. M. Matheus, Maria Dalva Cesário, Cristiane de Campos Centrone e Samara Camaçarí de Carvalho.

 

Título: “Sistema Reprodutor Feminino: Ensino Direcionado a Deficientes Visuais”.

 

Coleção organizada por: Sheila Zambello de Pinho e José Brás Barreto de Oliveira

Pró-reitoria de Graduação,

Núcleo de Ensino da Universidade Estadual Paulista (UNESPE) /Sede Núcleo de Ensino da UNESPE – Página 929.

Modelo didático sobre o sistema reprodutor feminino, direcionado para deficientes visuais: O trabalho traz uma contextualização voltada para o uso de metodologias alternativas para o ensino de pessoas com necessidades especiais e em seguida traz uma lista de materiais e o modo de elaboração do material, que conta com a modelagem de massa de biscuit, entre outros, matérias de fácil aquisição. O material foi confeccionado pelos integrantes da equipe e aplicados a grupos de alunos com deficiência visual, entre 16 a 20 anos e alcançou o objetivo proposto, se mostrando eficiente no ensino desse conteúdo.

 

 

 

3 – FONTE: Colégio Santo André/SP Aulas multidisciplinar de ciências e artes, modelagem sobre o sistema reprodutor com alunos do ensino fundamental: O blog do Colégio Santo André traz em uma sessão de noticias, que aborda uma aula multidisciplinar de ciências e artes, realizada em 2012 com alunos do 5º ano do ensino fundamental. A aula, que ocorreu no horário de artes, consistiu na modelagem de estruturas do sistema reprodutor, pelos alunos, com o uso de folha sulfite, caneta e massa de modelar.

 

A Tabela acima mostra exemplos de recursos e estratégias usadas para se trabalhar o sistema reprodutor feminino, servindo como uma rica fonte de sugestões. O material 1 traz um modelo de isopor de pelve humana construída por alunos de curso superior, para publico alvo de alunos de ensino médio. Esse tipo de material é de caráter anatômico, porem é um rico recurso que pode ser usado para complementar as aulas teóricas. Com a orientação adequada pelo professor pode contemplar várias abordagens e caraterísticas da aprendizagem significativa, pois os modelos biológicos e anatômicos, sendo estruturas tridimensionais, facilitam o aprendizado já que possibilitam uma melhor visualização e compreensão do assunto pelos estudantes (ORLANDO et al., 2009) podendo despertar o interesse seu interesse e sanar suas dúvidas relacionadas a complexidades desses sistemas biológicos. A proposta desse material se mostrou criativa e conta com objetos de fácil obtenção para sua construção.  O ideal é que o professor construa e leve o modelo pronto para os alunos, por conter etapas que mexem com materiais cortantes.

O material 2 traz uma rica gama de recursos visuais, porém o seu objetivo é propiciar  aos estudantes com deficiência visual um recurso no qual p conteúdo pode ser aprendido pelo tato. Recursos como esses, segundo Guimarães (2011) e Oliveira (2012), facilitam a aprendizagem de alunos com dificuldades, ou com condições especiais, pois apresentam diferentes dimensões, formas e texturas, mexendo com as capacidades sensoriais e com as emoções. Materiais como estes estimulam o sentido do tato, despertam emoções e desenvolvem a curiosidade, ampliando as capacidades cognitivas (MONTANARI & BORGES, 2012). Como descrito pelos integrantes da equipe, o material confeccionado por estudantes universitários foi aplicado a grupos de alunos com deficiência visual, entre 16 a 20 anos, que junto a debates e a manipulação do material alcançaram o objetivo proposto, propiciando o entendimento dos processos fisiológicos que envolvem o sistema reprodutor feminino e esclarecendo suas dúvidas. A forma como foi trabalhado contempla aspectos da aprendizagem significativa que conforme Cruz (2000) ao estimular a curiosidade e abrir espaço para novas sensações, o material se mostra relevante para o sujeito da aprendizagem, atuando em fatores internos, como a motivação, podendo despertar o interesse por aquele conhecimento e a vontade de aprender.

No item 3  é evidenciada uma estratégia de ensino usando a modelagem como estratégia para alunos do ensino fundamental em um colégio particular, que pode servir como sugestão para outras instituições. O interessante é que as aulas são referentes à disciplina de artes, no qual a professora resolveu trabalhar com o conteúdo estudado pelos alunos em ciências, que era o sistema reprodutor feminino, trazendo uma proposta multidisciplinar, que tem por finalidade articular, contextualizar, religar, situar e reunir as diferentes áreas do conhecimento (SILVA & TAVARES, 2005).

Além de fatores internos, fatores externos também podem estimular uma aprendizagem significativa do conteúdo. Sendo assim educadores podem tentar “manipular” a estrutura cognitiva dos alunos e incentivá-los, tentando despertar seu interesse (CRUZ, 2000). A modelagem tem este potencial, portanto é uma estratégia importante para a aprendizagem do sistema reprodutor feminino. E uma estratégia que, já nos anos iniciais do ensino básico, pode incentivar a curiosidade, desperta os sentidos e as emoções e o interesse em aprender.

 

REFERÊNCIAS

AGUIAR, M. S. Produção de material didático de apoio ao professor de biologia sobre o tema sexualidade. Trabalho de conclusão de curso, Universidade do Vale do Paraíba, São José dos Campos – SP, 2014.

CRUZ, C. C. A Teoria cognitivista da Ausubel. Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação, Unicamp, São Paulo – SP, 2010.

GUIMARÃES, L. B. Materiais pedagógicos como instrumentos possibilitadores da inclusão de deficientes visuais no ensino de modelos anatômicos.  Faculdade UnB, Planaltina, 2011.

MATHEUS, S. M. M.; CESÁRIO, M. D.; CENTRONE, C. C.; CARVALHO, S. C.

FONTE: PINHO & OLIVEIRA, 2008. Sistema Reprodutor Feminino: Ensino Direcionado a Deficientes Visuais. p. 929, 2011. In: PINHO, S. Z.; OLIVEIRA, J. B. B., N Núcleo de Ensino da Universidade Estadual Paulista, UNESPE, São Paulo – SP, 2011.

MONTANARI, T.; BORGES E. O. Museu virtual do corpo humano: ambiente virtual de aprendizagem para o ensino de ciências morfológicas. Novas tecnologias na educação CINTED-UFRGS.  v. 10, n. 3, p. 1-11, 2012.

OLIVEIRA, B. H.; CERQUEIRA, B. R. S.; ROSSI, P. A.; Relato de experiência pedagógica em ambiente informal: Os cinco sentidos. Anais Simpósio do PIBID, UFABC, v. 01, 2012.

ORLANDO, T. C.; LIMA, A. R.; SILVA, A. M.; FUZISSAKI, C. N.; RAMOS, C. L.; MACHADO, D.; FERNANDES, F. F.; LORENZI, J. C. C.; LIMA, M. A. de; GARDIM, S.; BARBOSA, V. C.; TRÉZ, T. A. Planejamento, Montagem e Aplicação de Modelos Didáticos para Abordagem de Biologia Celular e Molecular no Ensino Médio por 10 Graduandos de Ciências BiológicasRevista Brasileira de Ensino de Bioquímica e Biologia Molecular. Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG), p. 1 – 17, 2009.

SILVA, I. B.; TAVARES, O. A. O. Uma pedagogia multidisciplinar, interdisciplinar ou transdisciplinar para o ensino/aprendizagem da física. Holos,CEFET-RN, ano 21, 2005.

 

Jogos didáticos concretos

Os jogos quando usados no ensino possibilitam uma maior aprendizagem, pois os alunos podem participar de maneira ativa nesse processo, estimulando seu raciocínio.  Na tabela abaixo são descritos alguns jogos encontrados em diversos trabalhos que visam atender a esse objetivo de facilitar a aprendizagem e a abordagem do conteúdo sobre o sistema reprodutor feminino. Segue-se a descrição de alguns jogos, não virtuais, encontrados.

JOGOS DIDÁTICOS
 FONTE: DESCRIÇÃO DO MATERIAL:
1 – Artigo: “A utilização dos jogos de trilha como instrumento facilitador no ensino sobre o sistema genital humano, com alunos do 8º ano”. Data de 2009”.

 

Autores: Silas Nery de Oliveira, Aldeniza Cardoso de Lima e Ana Paula Sá Menezes.

Este material intitulado “Corrida pela fecundação” é um jogo de tabuleiro que possui o formato de um octógono regular e é formado por dez trilhas que contem quatro casas com formato de trapézio (varias cores) que simulam a corrida dos espermatozoides que convergem para o centro (cor vermelha) que seria o óvulo. Nesse jogo os alunos devem responder perguntas, com alternativas de respostas, feitas pelo professor. O jogo é direcionado a alunos do 8º ano do ensino fundamental e aborda o aspecto da fisiologia.
2 – Artigo: “A utilização dos jogos de trilha como instrumento facilitador no ensino sobre o sistema genital humano, com alunos do 8º ano”. Data de 2009.

Autores: Silas Nery de Oliveira, Aldeniza Cardoso de Lima e Ana Paula Sá Menezes.

Jogo intitulado “Jogo da reprodução”, segundo os autores foi baseado em uma proposta do Instituto Kaplan. São dois tabuleiros com o desenho do sistema reprodutor feminino e masculino. Esse jogo consiste em perguntas e respostas e possui aspectos como a anatomia e fisiologia.

 

3. Site: Instituto Kaplan

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O jogo “Aprendendo a viver” proporciona aos estudantes que aprendam a como se prevenir de doenças sexualmente transmissíveis como a AIDS.
4 – Monografia de especialização no ensino de ciências, intitulado: “Jogos da memória para o ensino do corpo humano em ciências e biologia”, na Universidade Tecnológica Federal do Paraná, data de 2013.

Autora: Michely Almeida

Jogo intitulado “Jogo da memória do corpo humano”. Para produzir este material a autora fez um levantamento de informações a respeito dos órgãos que compõem os sistemas do corpo humano, dentre eles o sistema reprodutor feminino. A produção se deu por meio de desenhos dos órgãos e estruturas desse sistema, posteriormente foram digitalizados e impressos em duplicatas. O jogo da memória do sistema reprodutor feminino contem 26 peças. Com esse jogo os alunos podem aprender a anatomia dos sistemas do corpo humano.
5 – Artigo intitulado “Educação em sexualidade no contexto da extensão universitária: o jogo como prática de intervenção”, data 2015.

 

Autores: José Roberto da Silva Brêtas, Luiz Fabiano Zanatta,Maria José Dias de Freitas, Silvia Piedade de Moraes,

Juliana Brito de Moraes, Ana Maria Limeira de Godoi e Lais de Souza Ricardo.

O jogo é intitulado “Sexgame”, é um jogo com perguntas, que abordavam os temas mudanças corporais, DST, gravidez e aborto, relações interpessoais e relação sexual.

 

 

O material 1 é um jogo didático denominado “Corrida pela fecundação”, e  simula o encontro do espermatozoide até o ovulo. O jogo se da por meio de perguntas referentes ao tema, o que estimula a reflexão e raciocínio por parte dos alunos. Já o jogo didático 2 difere dos anteriormente citados no sentido de possuir um caráter anatômico uma vez que o jogo de trilha se desenvolve em um tabuleiro com imagens do sistema reprodutor masculino e feminino, mas também simulam o caminho que é percorrido pelo espermatozoide até o ovulo. O material 4 também foca  apenas a questão anatômica e trata-se de  um jogo da memória sobre o sistema reprodutor feminino. Enquanto que o material 3 aborda questões referentes a DSTs e sexualidade, e possui um aspecto interessante como cartas com perguntas divididas por faixas etárias, de 7 a 12 anos e cartas para acima de 12 anos. Esse jogo é contextualizado ao cotidiano do aluno, uma vez que apresentam situações e locais que os jovens vivenciam, como festas, shopping, escola, entre outros. Nestes ambientes são simuladas situações que levam a prevenir uma doença sexualmente transmissível, já que o objetivo do jogo é chegar até o fim sem ter adquirido a AIDS, além de  incentivar o uso de preservativos. O jogo 5  aborda diversas situações do dia a dia dos estudantes, além da sexualidade, anatomia, fisiologia e mudanças corporais que os adolescentes estão passando nessa fase.  Além disso, trata temas difíceis de serem tratados como a questão do aborto.

A questão da sexualidade, também conteúdo da disciplina de ciências, é um assunto no qual muitas vezes os professores não se sentem à vontade para trabalhar. Sendo assim os jogos educativos podem contribuir para facilitar a abordagem desses assuntos, além de auxiliar no sentido da promoção da saúde (Bretas et al, 2015).  Corroborando isso, Reis (2014) em um trabalho realizado em uma escola, afirma que através de um jogo com perguntas aos alunos sobre os diversos sistemas do corpo humano, os estudantes participam e se sentem motivados. Quando trabalhado o tema sexualidade foi possível notar que houve um bom aproveitamento, pois os estudantes não ficaram constrangidos com o tema, e isso é algo que se pode alcançar com o material 3 e 5, se utilizados de maneira adequada.

 

 

 

Histórias em quadrinhos

As histórias em quadrinhos promovem a aprendizagem dos estudantes e estimulam a sua criatividade, além de possuir uma abordagem diferente da convencional. Na tabela abaixo segue dois modos de utilizar esse recurso nas salas de aulas.

HISTÓRIAS EM QUADRINHOS
 FONTE: DESCRIÇÃO DO MATERIAL:
1 – Coleção “Problemas em quadrinhos” da Secretaria de Estado da Educação do Paraná. Essa coleção da secretaria de estado da Educação do Paraná disponibiliza aos educadores o material de histórias em quadrinhos a fim de desenvolver atividades lúdicas com os alunos para que possam refletir e buscar a solução de problemas de diversas situações.
2 – Artigo: “Orientação sexual: concepções sobre sexo em pré-adolescentes”. Data de 2014.

 

Autor: Paulo César Gomes

História em quadrinho sobre sexo para levantar conhecimento prévio dos alunos: o autor descreve como foi elaborado esse projeto que contou com a produção de história em quadrinhos por alunos do 6º ano do ensino fundamental com o tema sexo, sem fornecer nenhum auxilio, procurando descobrir o que os alunos conheciam sobre o tema. Esse recurso além de inserido nas escolas como algo para o aprendizado também pode ser uma forma de saber o conhecimento prévio dos alunos antes de se trabalhar um conteúdo.

 

As histórias em quadrinhos permitem que se possa atingir uma gama de pessoas pelo mundo, isso é demonstrado pelas milhares de tirinhas que circulam por aí (BANTI, 2012). O uso delas, também em ambientes escolares, pode promover a aprendizagem em assuntos como sistema reprodutor, sexualidade, DSTs, entre outros.

O material 1, da coleção “Problemas em quadrinhos”, produzida pela Diretoria de Tecnologia Educacional (DITEC) e do Departamento de Educação Básica (DEB) da Secretaria de Estado da Educação do Paraná, é um ótimo recurso , pois contém imagens bem ilustrativas além de possuir diversas sugestões de atividades para serem desenvolvidas com os estudantes. Esse material também contem cenas com balões em branco que possibilitam que os próprios estudantes criem suas histórias, promovendo a criatividade. Luyten (2011) afirma que as HQs propiciam aos estudantes adquirirem uma nova linguagem, além de favorecer a melhora da leitura, a compreensão do tema e promover a imaginação.

Já no material 2 o interessante é o fato dos autores utilizarem as histórias em quadrinhos para tentarem descobrir o conhecimento prévio dos alunos antes de abordar a questão da sexualidade, o que é um dos pressupostos da aprendizagem significativa. É importante antes do início de um conteúdo procurar analisar o que os estudantes já sabem do tema, até mesmo para levantar quais dúvidas, mitos ou o que eles imaginam sobre o assunto, principalmente se tratando de sexualidade que geram muita curiosidade e ansiedade por parte dos alunos, para então orientar seu trabalho a partir das questões levantadas por eles (BRASIL, 1999).

Neste cenário é possível notar que essa abordagem facilita a aprendizagem significativa, pois os estudantes podem adquirir novas aprendizagens que vão se ancorar as antigas, ajudando a inovar e fixar o assunto e a ampliar sua estrutura cognitiva.

 Oficinas didáticas

As oficinas didáticas são estratégias que geralmente são realizadas utilizando diversas atividades lúdicas, diferente do que os alunos estão acostumados. Além disso, é um método que possibilita a participação ativa do estudante, que deixa de ser um sujeito passivo no processo de ensino/aprendizagem. Na tabela 8 segue dois exemplos de oficinas que abordam.

OFICINAS DIDÁTICAS
 FONTE: DESCRIÇÃO DO MATERIAL:
1 – Oficina “Vale Sonhar” do Instituto Kaplan

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Essa oficina foi desenvolvida pelo Instituto Kaplan, é um material que visa auxiliar os professores para fazer uma oficina com o tema educação sexual com o objetivo de contribuir para a prevenção da gravidez na adolescência. O material é dividido em três temas de oficinas sendo eles, “Despertar para o sonho”, “Nem toda relação sexual engravida” e “Engravidar é uma escolha” Contem materiais como livro do professor, imitação de teste de gravidez, pranchas dos aparelhos reprodutores femininos e masculinos e cartas com perguntas e respostas.
2 – Blog Sexualidade de A a Z.

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Oficinas sobre “Sexualidade de A a Z”:O blog Sexualidade de A a Z, mostra uma feira de ciências sobre sexualidade, realizada no Colégio Estadual Manuel de Abreu, no Rio de Janeiro.  O blog da oficina traz várias ideias e estratégias que foram aplicadas, sobre o sistema reprodutor humano e sexualidade como; quebra cabeça, construção de cartazes explicativos e modelos anatômicos construídos com massa e com garrafa pet. A oficina parece ter uma abordagem ampla, trabalhando vários aspectos desse conteúdo curricular de anatomia voltada para o contexto e realidade dos estudantes da região, se mostrando uma boa alternativa metodológica.

As oficinas são uma boa estratégia de ensino, pois o estudante pode aprender de forma lúdica. O lúdico possibilita ao estudante decidir quais serão suas ações (SILVA, 2007), de forma que promove sua autonomia. Winnicott (1995) ainda afirma que o lúdico é prazeroso, pois o sujeito se envolve nas atividades resultando em uma motivação a querer aprender. Pensando nisso, o uso dessa metodologia possui um significado a esses alunos e poderão aprender de maneira mais efetiva.

Na oficina 1 da Tabela 8 é apresentado um material desenvolvido pelo Instituto Kaplan, essa metodologia aborda a questão da gravidez precoce e é subdividido em 3 oficinas. A primeira é o “Despertar para o sonho”, que contem objetos para simular um teste de gravidez. A segunda oficina é a “Nem toda relação sexual engravida”, que contem pranchas dos aparelhos genitais tanto externos quanto internos, portanto abordando a anatomia desse sistema, e também cartas com perguntas sobre o tema que propicia ao estudante refletir e raciocinar sobre essas questões. E a última oficina é a “Engravidar é uma escolha”, que trata dos métodos contraceptivos e também, apresenta cartas com perguntas. Essa proposta de oficina possui uma temática relevante e contextualizada à vida dos jovens, pois a gravidez na adolescência é algo recorrente e é um problema de saúde pública no Brasil, que podem trazer consequências negativas principalmente para a vida das jovens (TABORDA et al, 2014). No entanto, Allen et al,  (2007) traz que o domínio da informação disponível nas escolas tem sido apontado como um dos fatores que reduzem o risco da gravidez precoce e indesejada. Sendo assim este material pode ajudar as adolescentes a conhecer o próprio corpo e atuar de maneira consciente nas tomadas de decisões, evitando uma gravidez indesejada.

A oficina 2 da Tabela 8 do blog “Sexualidade de A a Z” foi realizada em um colégio público em uma feira de ciências, na qual foram  abordadas diversas questões por meio de múltiplas atividades. Nessa oficina pode-se notar também que estão presentes aspectos anatômicos trabalhados através de modelos, feitos com materiais simples do dia-a-dia e que podem ser desenvolvidos pelos próprios estudantes. Paviani e Fontana (2009) afirmam que as oficinas ajudam na construção do conhecimento, pois é levado em  consideração a vivência do indivíduo, além de favorecer atividades em grupos, promovendo assim uma aprendizagem através da interação entre esses sujeitos e suas experiências. Nesse sentido incluir as oficinas no ambiente escolar traz diversos benefícios e pode contribuir para a aprendizagem significativa.

REFERÊNCIAS

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BRÊTAS, J. R. S.; ZANATTA, L. F.; FREITAS, M. J. D.; MORAES, S. P.; MORAES, J. B.; GODOI, A. M. L.; RICARDO, L. S. Educação em sexualidade no contexto da extensão universitária: o jogo como prática de intervenção. Revista Ciência em Extensão, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, São Paulo,  v.11, n.2, p.21-37, 2015.

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